Estudantes de jornalismo lançam livro-reportagem produzido durante a pandemia de covid-19 (II)

Por Arthur Vieira (*)

17 de julho de 2020

No dia 10 de julho, às 9 horas, os alunos e as alunas do 5° semestre do curso de jornalismo do Centro Universitário de Brasília (UniCEUB), do Campus Taguatinga, promoveram o evento de pré-lançamento do livro “Distrito Pandêmico – Covid-19: riscos e vulnerabilidades na capital federal”. O projeto foi idealizado e organizado pela professora Dra. Mônica Prado e consiste em oito reportagens produzidas de forma remota que abordam diversas situações e os impactos causados pela pandemia de covid-19 na vida de moradores do Distrito Federal. A live do evento está no YouTube no canal do Blog Entreposto.

Os 14 autores – alunos-repórteres – compareceram ao evento e mostravam-se orgulhosos com a produção e edição do livro-reportagem, que logo será lançado em forma digital (e-book) e pela biblioteca do UniCEUB. O evento contou também com a presença da professora e escritora Sandra Araújo, que palestrou sobre o que é escrever na pandemia, sendo a primeira a ler o Distrito Pandêmico por conta da resenha crítica que consta na contracapa do livro. Sandra destacou que é preciso coragem para escrever em tempos tão aterrorizantes como os atuais. Também participaram do evento, o coordenador do curso, o professor Dr. Henrique Moreira e o professor Bruno Nalon, que integra a equipe de produção do livro, tendo elaborado a capa e realizado a programação gráfica e a diagramação.

O evento começou com a recepção e apresentação pelas alunas Ana Luísa França e Luísa Barmell. Logo após isso, a professora Sandra foi convidada a relatar suas primeiras impressões e experiências ao ler as reportagens. “O trabalho de escrita é um trabalho de coragem”, disse a professora durante sua palestra. Dentre seus relatos, ela mencionou e enfatizou a importância de cada um dos assuntos tratados pelos autores e não dispensou elogios aos estudantes pelo resultado de todo o trabalho feito.

Mesa-Redonda: um pouco de cada capítulo

Crédito: Arthur Vieira – 10 de julho 2020

Após a palestra da professora Sandra, foi aberta uma mesa-redonda com os autores (foto), mediada pela professora Mônica. Logo no início, ela falou de sua experiência organizando o projeto junto a seus alunos e destacou a importância de abordar a temática da covid-19 nesse período. Relatou a dificuldade da produção de forma remota, mas orgulhou-se por ter realizado o projeto e também da dedicação de cada um dos alunos-repórteres em suas produções. Depois de sua fala, ela mediou o testemunho de seus alunos, anunciando cada capítulo do livro, ou as vivências, e seus responsáveis.

A primeira reportagem foi escrita pelas alunas Adna Evelin e Rafaela Moreira e aborda a violência sofrida pelos jornalistas e os números assustadores de agressões que os profissionais sofrem antes ou durante a pandemia. O segundo capítulo do Distrito Pandêmico fala da vida difícil dos idosos em asilos em meio ao isolamento social, redigido por Thayssa Vidal. A terceira narrativa, escrita pela aluna Julianne Belo, tem o título “Brasília – o Eldorado e uma terra de desastres”, em que ela fala da terra do sonho e da qualidade de vida e também dos inúmeros problemas atuais. O quarto e o quinto capítulo; falam da questão de empregos na capital, uma abordando as mudanças na rotina trabalhista e a outra sobre os entregadores e a valorização de seus serviços nesse período. Os capítulos foram redigidos pelas duplas Gabriela Arruda & Sara Meneses e Ana Luísa França & Luísa Barmell, respectivamente. O sexto capítulo leva essa abordagem para o agronegócio e os produtores rurais e foi produzido pelos alunos João Paulo de Brito e Luiz Fernando Santos. O sétimo fala da suspensão das aulas e o ensino remoto no DF, escrito pela dupla Renato Queiroz e Mateus Arantes. Por fim, a oitava e última reportagem foi escrita pelas alunas Maria Carolina Guimarães e Paloma Cristina e relata o cotidiano das cidades de Taguatinga e Riacho Fundo I durante a pandemia.

Encerrando a reunião, o professor Bruno contou sobre sua experiência enquanto desenvolvia o projeto junto com os alunos, mostrando entusiasmo pelo resultado final e por ter feito parte dele. No encerramento, o coordenador Prof. Henrique parabenizou a todos pela produção do livro e enfatizou novamente a importância da abordagem dessa temática nesse período, destacando o fato de a própria produção do livro ter sido feita de forma remota. Logo após sua fala, a aluna Gabriela Arruda fez os últimos agradecimentos, e encerrou o evento.

Arthur Vieira é aluno do 1° semestre de Jornalismo do UniCEUB e se interessa por jornalismo esportivo e cultural

 

Clima, Saúde e novos desafios

Chega ao fim a Assembleia Geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) e a presença de uma personalidade do clima figueres WHO 2016só faz lembrar que as mudanças climáticas já provocam novos cenários e novos desafios para a Saúde. A secretaria-executiva da Convenção-Quadro (UNFCCC), Christiana Figueres, falou para os delegados e apontou a disseminação de doenças causadas por vetores como uma das relações fortes entre Clima e Saúde.

Ela não falou do mosquito Aedes aegypti que amplia sua capacidade de fazer estragos. Mas a Emergência Global contra o Zika está em vigor desde fevereiro, envolvendo diversas agências das Nações Unidas e também agências Humanitárias. O mosquito Aedes causa Febre Amarela, Dengue, Chikungunya e agora Zika. O vírus do Zika tem poder de afetar bebês ainda na barriga das mamães, além ser transmitido sexualmente. Sexo e reprodução são agendas importantes nesse momento. O risco de microcefalia é superior a 13%. Os cuidados com um problema incapacitante para o indivíduo e o apoio necessário aos pais e responsáveis são desafios à gestão pública da saúde, não omitindo as questões do custo econômico.

Segundo o último boletim de atualização da Emergência de Zica e o Informe Epidemiológico de Microcefalia do Ministério da Saúde, o Brasil apresenta 1.384 casos.

Em seu discurso, Figueres enfatizou que a OMS pode usar sua autoridade e difundir que mudanças climáticas e saúde estão indissociavelmente ligados.

Whatever is good for the climate is also good for global health

Christiane Figueres, executive-director UNFCCC