O ano de 2015 promete, e 2014 serviu de base para a agenda de Climate Change

Climate Change está na agenda política global em 2015 e ao longo do ano será possível observar articulações políticas e manifestações populares que vão culminar na Conferência das Partes (COP 21) – Paris, em novembro/dezembro. As expectativas para acordos de teto de emissão global e para avanços em energia limpa entre os estados-membros das Nações Unidas são elevadas apesar de o pessimismo ser o tom de muitos dos atores que militam na arena da diplomacia do clima.

Antes de começar a publicar o que está acontecendo e o que vai acontecer em termos de política global do clima em 2015, escrevi um ensaio sobre como foi 2014, sobre o acordo EUA – China e sobre como pensam norte-americanos e chineses tomando como base duas pesquisas de opinião do ano de 2012. O link para a leitura na íntegra do Ensaio está no final do post. Antes, porém, a síntese de cada um dos tópicos.

Como foi 2014? Foi um ano repleto de eventos que aconteceram em quatro esferas: Ciência do Clima, Política Global, Participação Popular e Diplomacia do Clima. Gráfico no texto do Ensaio permite visualizar a presença dos eventos em cada categoria ao longo de todo o ano. E o que diz a análise desses dados? O discurso mudou. Os eventos ajudaram a sobrepor o discurso energia limpa ao de limite de emissões.

Que acordo afinal assinaram EUA e China? Um acordo de expansão de mercado para energia limpa e inovação tecnológica, abrindo para os dois países uma nova era de desenvolvimento greening, sob a capa de um acordo de teto de emissão para a China, que se compromete a parar de emitir em 2030, e de redução de emissões para os Estados Unidos, que reforçam sua meta para 2025. O acordo fechado em novembro de 2014 traz a reboque a Índia.

E as pessoas, o que opinam? Pesquisa de opinião de 2012 em ambos os países apontam que norte-americanos e chineses são água e vinho. Chineses afirmam saber sobre Climate Climate e norte-americanos se percebem mal informados. Chineses entendem que é do governo a responsabilidade para a solução do problema e os norte-americanos confiam que a tecnologia seja a solução.

Em síntese, EUA e China são, agora, ativos na política global do clima e, com isso, reforçam as políticas domésticas de controle de emissões por carvão e expandem mercado para tecnologia e energia limpa. As pessoas chinesas e as pessoas norte-americanos, inseridas cada qual em sua cultura, apostam no governo (chineses) e na tecnologia (norte-americanos) para a solução do problema das alterações climáticas e afirmam estarem dispostos a contribuir para a solução (chineses) e de que não é necessário mudar comportamento (norte-americanos).

Íntegra do ensaio de janeiro 2015: Ensaio Chineses e Americanos BLOG

Jornalismo e Mudanças Climáticas: pesquisa no UniCEUB

Entre outubro e novembro de 2014, o trabalho de pesquisa científica sobre Jornalismo e Mudanças Climáticas desenvolvido no UniCEUB viveu três momentos. O terceiro momento foi a publicação do Livro de Atas do II Congresso Mundial de Comunicação Ibero Americana, 2014, Braga – Portugal. O artigo Revisão bibliográfica de artigos científicos brasileiros aponta o jornalismo de catástrofe como nova tipologia de pesquisa em Jornalismo está publicado nas páginas 2702-2709 (Livro de Atas do II Congresso Mundial de Comunicação ibero-americana. Braga – Portugal: CECS-Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade, 2014). O Livro de Atas contém inúmeros trabalhos de comunicação e jornalismo. Possui 4.407 páginas e está disponível exclusivamente em formato eletrônico e tem acesso gratuito.

Poster PIC e Bruna GoularteO segundo momento foi o Pôster e a comunicação oral de Bruna Goularte no 11º Congresso de Iniciação Científica do Distrito Federal, realizado na Universidade de Brasília (UnB). Os avaliadores externos consideraram o trabalho excelente e indicaram que o Pôster está bastante objetivo. E o primeiro momento foi a apresentação oral de Bruna Goularte no XII Congresso de Ensino, Pesquisa e Extensão do UniCEUB que também foi considerada excelente.

A pesquisa científica é uma revisão bibliográfica sobre o que as pesquisas em jornalismo falam e abordam sobre mudanças climáticas. A revisão apontou que o tratamento do tema – mudança climática – segue uma linha de interpretação da realidade, na qual o consumo pode se perpetuar e a tecnologia pode dar conta das necessidades de adaptação e mitigação que por ventura o aumento de temperatura imponha à humanidade. Outra consideração a partir da revisão bibliográfica é que as coberturas jornalísticas não ajudam a esclarecer, nem a modificar e nem a compreender, a relação existente entre o homem e a natureza. Muito pelo contrário, de acordo com as pesquisas analisadas, a cobertura traz o homem como vítima e a natureza como culpada pelos desastres naturais, descontextualizando as escolhas sobre a utilização do território que o próprio homem (sociedade) fez ao longo da história.