Clima, carbono e filmes. Faça as contas!

Literatura engajada, só que dessa vez em imagens, em forma de documentário. Há de haver outras empresas, mas o negócio de filme engajado tem futuro. A companhia PF Pictures tem como negócio fazer filmes encomendados com a missão de serem instrumentos para mudança social [… film as a toll for social change]. A lista já é considerável, e dentre as encomendas, há os documentários que expõe a força do movimento global encabeçado por Bill McKibben, fundador da ONG internacioanal 350.org e outros think tanks que advocam por soluções para o clima.

Nos últimos tempos assisti a três documentários produzidos pela PF Pictures: Do the Match (2013), Disruption (2014) e The Age of Consequences (2016). O primeiro – Faça as Contas – expõe as palestras que McKibben realizou nos Estados Unidos para a campanha Fossil Free, que conclama as pessoas e as instituições a desinvestirem seus recursos das empresas de gás e petróleo. Essa campanha foi depois encabeçada pelo jornal The Guardian, em 2014, com o nome Keep it in the ground. O segundo – Distúrbios – mostra os bastidores da organização para a Marcha Global pelo Clima que ocorreu no mundo em 2014. O terceiro – Tempo de Consequências, numa tradução livre, aborda como militares norte-americanos entendem mudanças climáticas como questão de segurança nacional.

De todos, em minha opinião, o mais original é Do the Math. Para ver o documentário clique na imagem ao final do post.

O argumento tem origem no artigo que Bill Mckibben escreveu para a revista Rolling Stone, em julho de 2012, com o título – Global Warming’s Terrifying New Math. Nesse artigo, Mckibben traça um paralelo entre 3 números que são significativos para ação em favor do clima.  3 numbers - McKibbenSão eles: dois graus Celsius, limite de aumento da temperatura que todos os países concordam, desde 2009, em manter como forma de preservar a vida; 556 gigatoneladas, limite de concentração de CO2 na atmosfera para que a temperatura permaneça em dois graus Celcius; e 2,795 gigatoneladas, limite das reservas de petróleo que as maiores companhias possuem globalmente. Esse argumento, brilhantemente construído, serve de base para as campanhas Fossil Free e Keep it in the ground. E também serve de base para mobilizar pessoas para a descarbonização da economia pois o limite 556 gigatoneladas se esgota em 15 anos, ou seja, em 2030. No âmbito do Acordo de Paris, 2030 também é um ano mágico, pois é o tempo máximo que os países acordaram para reduzir suas emissões.

Global climate-related events, one minute of silence, and zero carbon California

He entered the cathedral through the door on the left of the central nave and took his seat. Short sleeve, grey t-shirt and very casually dressed for the climate talk. His folder and notes were with him but he was interested on having a dialogue. Encouraging 400 people to ask questions at the end of his brief conference, Tom Steyer went straight to the point – people is what really matters. Rev Penny Bridges

Prior to Tom Steyer, Rev. Penny Bridges (photo), from the Episcopal St Paul’s Cathedral, asked everyone, in one faith, to join her in a moment of silence for those who have been suffering from the results of climate-related events around the globe in the last two weeks. During the talk, Steyer emphasized that clean air and green jobs are key elements to bring climate change as close as possible to people’s daily life. He also highlighted how storage of renewable energy is a game-changer for a net carbon society, and advocated for the new bill that will transform California in a 100% zero carbon state by the year of 2045.

To listen to the event An Evening with Tom Steyer, organized by San Diego 350, click on the audio.

Credits: photos and recording by the author of the blog.