Histórias de cobertura Rio +20: despertador de guerra

Esta é a segunda manhã que eu acordo com o barulho, às vezes ensurdecedor, dos helicópteros que apóiam a segurança das comitivas que estão hospedadas no hotel perto do apartamento em que estou alojada. O hotel na esquina da Av. Atlântica alojou a delegação norte-americana e a de alguns países árabes. Também é a segunda manhã em que o dia amanhece nublado e ventando. Ontem choveu e para não ficar molhada comprei um guarda-chuva vendido por ambulantes, aqueles com paisagem do Rio de Janeiro ao preço de 10 reais. Caro? Fazer o quê!

Histórias de cobertura Rio +20: a obra de resíduo

Não é a primeira vez que as obras de Vik Muniz aparecem aqui no Blog Entreposto. Vivi hoje uma experiência singular: apreciar e participar da desmontagem da obra Paisagem realizada durante a Rio +20. Esperei na fila uns 20 minutos e de repente uma assistente do evento passou avisando que a instalação ia ser demonstada às 4 da tarde. Surpresa! Adorei a notícia. Faltavam 30 minutos. E eu torci para que desse tempo e pudesse subir e andar no tapume no andaime para ver de cima a obra feita de resíduos.

Se pudesse teria ficado mais tempo apreciando. Contemplar aquela obra de arte foi espetacular. Quando desci da passarela, tratei de buscar uma maneira de poder participar da desmontagem da instalação. E fui procurar os assistentes. Quando foi liberado para que as pessoas que estavam ali naquele momento entrassem na instalação e retirassem os resíduos, fui em busca dos recipientes de plástico que compunham o topo do morro.

E fiquei admirando aquele mar azul transparente (garrafas pets amassadas) sendo diluído e colocado nas cestas da ONG que, em parceria, com Vik montaram a instalação. A ONG contribuiu com 50% das 3 toneladas de material utilizado e a população contribuiu com o restante.