Jovens brasileiros fazem cobertura da COY 11

Conference of Youth (COY11), evento paralelo à COP21, começa hoje e durante três dias jovens brasileiros vão reportar o evento. Além dos brasileiros, adolescentes e jovens de outros 12 países integram a equipe global para realizar uma cobertura educomunicativa e colaborativa. Logo COY11O projeto é encabeçado pela ONG Viração Educomunicação e vai contar com a colaboração, pelo terceiro ano consecutivo da Associação Engajamundo.

O projeto de Educomunicação tem como objetivo contar de forma colaborativa, a partir da perspectiva da juventude e por meio da produção de artigos, fotos e vídeos, o que está acontecendo em ambas as conferências. Esta é a quarta vez que os jovens da Agência vão acompanhar de perto as negociações climáticas. Os conteúdos produzidos pela Agência Jovem serão publicados em espanhol, português, inglês, francês e italiano e vão estar disponíveis em plataformas online, dentre elas: agenciajovem.org, redmasvos.org, e careplanet-europe.org.

Defendemos que a COP21 não pode ser feita a portas fechadas, blindada e sem a participação direta da sociedade civil. É por isso que nos organizamos para testemunhar este importante acontecimento para presente e futuro do Planeta
Paulo Lima, diretor executivo da Viração e coordenador geral do projeto

Segundo, Paulo Lima, a conjuntura de 2015, com o estabelecimento dos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável), os desastres ambientais que ocorreram no Brasil e no mundo, a crise política e econômica e, recentemente, os ataques terroristas, a COP21 se apresenta como uma grande oportunidade para sensibilizar as pessoas em torno da Justiça Climática.

YouNGO logo
A Agência Jovem de Notícias/Viração Educomunicação é um projeto de carácter internacional, e conta com a parceria da Fundación Tierravida, Fundação Friedrich Ebert, Rede de Adolescentes e Jovens Comunicadoras e Comunicadores, Rede MasVos, Coletivo Clímax Brasil, Monde Pluriel, Província Autônoma de Trento, Associazione In Medias Res e Observatorio Trentino Sul Clima.

A participação da juventude brasileira torna-se ainda mais relevante diante do cenário em Paris! Precisamos mostrar ao mundo que estamos unidos por um bem comum, que é o nosso planeta. O Engajamundo e a Agência Jovem de Noticias vão garantir que as vozes dos jovens brasileiros sejam escutadas num momento de decisão tão importante
Raquel Rosenberg, fundadora do Engajamundo

Congresso CPLP sobre Alterações Climáticas sinaliza para a mútua cooperação científica

A Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) termina o I Congresso sobre Alterações Climáticas sinalizando para o aprofundamento da cooperação científica. A Declaração Conjunta dos nove países da Comunidade (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste) ressalta o intercâmbio entre cursos de formação avançada e de capacidades na Administração Pública e também a troca de informações e boas práticas para as questões de clima que incluam instituições da sociedade civil e empresariais. O II Congresso está programado para 2017, em São Paulo (Brasil), coordenado pela Universidade de São Paulo (USP).Encerramento CPLP 2015

O I Congresso ocorreu nos dias 19 e 20 de novembro de 2015, em Lisboa (Portugal) e manteve um olho na COP 21. A Comunidade encara a COP de Paris com otimismo e entende que é uma oportunidade para avançar na transição para energias renováveis e obter financiamento para projetos de mitigação e adaptação às Mudanças Climáticas. Na sessão de encerramento, o embaixador da França em Portugal, Jean-François Blarel (foto, último à esquerda), também adotou postura otimista. Segundo ele, a pré-COP, no início de novembro, já garantiu monitoramento dos compromissos voluntários dos países de 5 em 5 anos e também mais financiamento, ao menos francês, para a transição energética.

Ao fazer uma síntese dos dois dias de Congresso da CPLP, o Prof. Viriato Soromenho-Marques (FL-ULisboa) destacou a necessidade de respostas às Alterações Climáticas como forma de assegurar a paz no século XXI. Disse ainda que a cooperação é obrigatória e que a herança comum da Língua Portuguesa como veículo de comunicação dá aos países da CPLP uma janela de liberdade para um futuro comum. O audio do Prof. Viriato com a síntese do Congresso está logo abaixo.

Não existe alterativa à cooperação. Somos obrigados a uma cooperação compulsória, obrigatória
Prof. Viriato Soromenho-Marques

Se o otimismo dominou o I Congresso, nem por isso os desafios deixaram de ser apontados. Ressalto três deles. O primeiro é a necessidade de sinergia entre as convenções irmãs da Rio 92: Convenção do Clima, Convenção da Biodiversidade e Convenção de Combate à Desertificação. O segundo é deixar debaixo do solo o combustível fóssil que vale cerca de 22 trilhões de dólares e transferir os subsídios dos fósseis para as energias renováveis. O terceiro desafio é “fazer ouvir a voz dos cidadãos”, como expressou a profa. Luísa Schmidt (ICS-Ulisboa), ao apontar que os cidadãos de países da CPLP estão muito preocupados com as Alterações Climáticas e querem medidas concretas, conforme consulta mundial de opinião pública – Clima e Energia, realizada em 2015.