O jogo Aventura Climática© na COY 11 em Paris

Logo COY11 Entre 26 e 28 de novembro, jovens participantes da 11th Conference of Youth (COY 11) terão a oportunidade de experimentar o jogo Aventura Climática©, desenvolvido por mim e meus amigos José Sousa e Josiel Cunha dentro do programa doutoral da Universidade de Lisboa, Alterações Climáticas e Política de Desenvolvimento Sustentável (PDACPDS). A COY é um evento organizado pelo International Youth Climate Moviment (YOUNGO), como parte das conferências anuais do clima das Nações Unidas, denominadas Conferência das Partes (COPs). Em Paris, 2015, será a vez da COP21.

A Juventude, reunida sob o nome YOUNGO, é um dos nove constituintes da UN Framework Convention on Climate Change (UNFCCC), assinada na Rio 92. YouNGO logoConstituinte é um integrante acreditado que participa das conferências das partes (países) e pode fazer ouvir a sua voz e suas propostas. Dentre eles estão as ONGs, os Povos Indígenas, e as Municipalidades. YOUNGO é um constituinte oficial desde 2011, tendo ganho a aprovação provisória em 2009. Jovens participam das conferências desde a COP1 (1995) e, em 2005, se organizam como Youth Climate Movement e marcaram presença em Montreal (Canadá).

Focal Points Dois representantes do YOUNGO estão participando da COP21, um representando o Global South e outro o Global North. Ruth NyamburaRuth Nyambura YOUNGO Global South, uma ecologista política interessada em soberania e segurança em África e Nathan Thanki, Nathan Thanki YOUNGO Global Northum ativista por justiça ambiental interessado em finanças para adaptação, respectivamente. Para fortalecer a presença da juventude, YOUNGO organiza, no final de semana anterior às COPs, a Conference of Youth, um evento de 3 dias em que os jovens discutem as questões das mudanças climáticas, as implicações para a sociedade e os caminhos possíveis para um mundo descarbonizado.

Participação do Brasil – Esse ano são esperados mil jovens na COY 11. Jovens brasileiros tem participado da COYs e da COPs, por intermédio da Federação de Bandeirantes do Brasil (FBB), Agência Jovem de Notícias e a ONG Engajamundo. O trabalho de cobertura está nos vídeos e nos textos produzidos pelos participantes, que vão enfrentar mudanças no clima quando tiverem entre 40 e 60 anos (2030 e 2050) e a temperatura média for superior a 2oC como indicam as INDCs submetidas pelos países.

Papa Francisco inspira Forum Ecumênico na cidade de San Diego, California

Como transformar palavras em ação? Como trazer para o dia-a-dia a responsabilidade moral de cuidar da Casa Comum? Interfaith SDInspirada por essas perguntas e pelas palavras que Papa Francisco vem disseminando desde que chegou aos Estados Unidos há dois para sua primeira visita ao país, aqui, em San Diego (CA), a Coalisão para Preservar a Nossa Casa Comum convocou um Fórum Ecumênico para Justiça Climática (Interfaith Fórum on Climate Justice), que ocorreu nessa quinta-feira, dia 24 de setembro.

Cerca de 300 pessoas lotaram o salão da Catedral Episcopal St. Paul para o evento Many Faiths – One Planet, e leram em conjunto os cinco tópicos da Declaração para a Justiça Climática:

  • limitar a emissão de carbono, inclusive em escolhas alimentares
  • direcionar a economia para a equidade entre nações e indivíduos
  • tomar medidas concretas para evitar o consumismo
  • restringir e controlar poluição que contamina rios, oceanos, solo e ar
  • aumentar a conscientização de que somos uma única família, compartilhado recursos de nossa casa comum

Além de confirmarem a Declaração, os participantes ouviram representantes religiosos sobre como individual e coletivamente é possível contribuir para um futuro mais inclusivo e socialmente mais justo. Seis panelistas religiosos, cada um com direito a 3 minutos de fala rigorosamente contados, deixaram suas mensagens:

Kent Peters (Católico Romano): É importante o diálogo, sentar e conversar Nana Firman e Beth Johnson

Nana Firman (Islamismo): Climate change é uma questão moral e ética de nosso tempo. Líderes mulçumanos reconhecem a Encíclica Papal e convocam ação para energia limpa

Rev. Beth Johnson (Igreja Universalista): Nós precisamos de esperança e ela ajuda a gerar solidariedade. A ecologia integral nos faz pessoas de consciência

Karma Tsomo Rev J Lee Rabbi CherryKarma Tsomo (Budismo): Compaixão, responsabilidade uns para com os outros e viver com simplicidade

Rabbi Cherry (Judaísmo): Aprender a viver com menos. Climate Change não reconhece fronteiras políticas (ao fundo)

Rev. Lee Hill (Evangélico Cristão): Exercitar a fé é praticar medidas como não usar descartáveis de isopor e reciclar tudo que for possível

Além dos 6 religiosos, quatro líderes ativistas de ONGs também deixaram suas mensagens. O líder trabalhista Jim Miller ressaltou que vivemos uma crise existencial pois a revolução industrial já não traz mais progresso e por isso uma mudança de paradigma é necessário. Para ele, a justiça está no valor intergeracional. Carolina, falando em nome da Coalisão Saúde Ambiental, fez questão de lembrar que os moradores de comunidades menos favorecidas como National City e Logan sofrem de asma e câncer por conta da poluição e que por isso é preciso lutar para elevar os padrões de operação das indústrias. Juntaram-se a eles, os mobilizadores Itzel Martinez e Eddi Junsay. Itzel, estudante universitária de Estudos Étnicos, enfatizou que os afro-americanos e os nativos-americanos necessitam de acesso à alimentação saudável e à energia limpa. Eddi, voluntário da 350.org, defendeu a necessidade de políticas que digam não à extração de combustíveis fósseis, lembrando a campanha – keep it on the ground.

O evento contou com o Coral Juvenil das igrejas St. James e St. Stephen’s, ambas episcopais. Contou também com as preces pelos mulçumanos feridos e mortos na cidade de Meca, no dia de hoje, durante a cerimônia religiosa.  Durante o evento houve momento para meditação e até espaços para fotos dos participantes e postagem em mídias sociais. O evento tem cobertura em Inglês pelo veículo digital Reporting San Diego.