Semanário Novembro 2012

O assunto internacional da semana é sem dúvida a reeleição de Barak Obama. Mas e a agenda ambiental do novo antigo presidente? Mais quatro anos de Obama na presidência dos Estados Unidos significam que continua em marcha o programa de transição para o uso de energia limpa e redução da dependência de uso de petróleo e carvão. Até 2035, 80% da eletricidade usada pelos americanos deve vir de fontes renováveis como energia dos ventos, do sol, da biomassa, da água e nuclear.

Quanto a petróleo e gás, a Casa Branca quer modernizar a infraestrutura dos oleodutos e aprimorar a exploração de gás natural em terra e em águas profundas. Padrões de emissão de gases de efeito estufa foram estabelecidos para carros e automotivos pesados como caminhões e ônibus. Os incentivos para a fabricação e a compra de carros elétricos continuam assim como o planejamento de corredores de abastecimento para caminhões movidos a gás natural.

Quando o assunto é mudança climática, o Governo Obama vai continuar com as seguintes diretrizes: monitorar as emissões de CO2 e reduzi-las pelo uso da energia limpa e investir no desenvolvimento de estratégias nacionais para proteger fontes de água potável, fauna e flora, além de investir nos estudos científicos sobre o impacto provocado por um clima extremo e pela elevação do nível da água do mar, buscando uma excelência na adaptabilidade.

Outras informações no site oficial da Casa Brasil que trata da política ambiental, no link http://www.whitehouse.gov/energy

E, no Brasil? Por aqui, o ineditismo da Pesquisa de Informações Básicas Municipais – MUNIC 2011, divulgado no dia 13 de novembro. Pela primeira vez o IBGE perguntou às prefeituras dos 5.565 municípios brasileiros se elas possuíam plano municipal de redução de risco ou algum programa ou ação de gerenciamento de riscos de deslizamento e recuperação ambiental de caráter preventivo.

Sudeste e Norte são as regiões que lideram quanto à existência de Plano Municipal de Redução de Risco e as regiões Sul e Sudeste as que lideram quando o assunto são ações ou programas preventivos de deslizamento e recuperação ambiental. Mais da metade dos municípios com mais de 500 mil habitantes têm plano de redução de risco e apenas 6,2% das prefeituras dos municípios menos populosos afirmaram ter plano de prevenção de risco. Seis vírgula dois por cento significam 344 cidades dentre as quase seis mil que existem no Brasil.

Segundo o relatório do IGBE, 32,6% dos municípios declaram realizar programas ou ações de gerenciamento de risco de deslizamento e recuperação ambiental de caráter preventivo. Esses 1.812 municípios (32,6% do total Brasil) realizam, em sua maioria, drenagem urbana e construção de redes e galerias de águas pluviais. Outras prioridades são a realização de obras de contenção, proteção, drenagem superficial ou profunda e remoção de moradias.

O relatório da MUNIC 2011 diz que um Plano de Redução de Riscos é um documento no qual são mapeados riscos ambientais, geológico-geotécnicos e construtivos, traçando-se objetivos, metas e ações para a prevenção e controle desses riscos. Já os programas ou ações de gerenciamento de deslizamento e recuperação ambiental preventiva são as intervenções isoladas de diversos tipos, como, por exemplo, drenagem urbana, recuperação de várzeas, renaturalização de rios e córregos, construção de muros de proteção e diques, drenagem e assoreamento, dentre outros.

A íntegra da pesquisa está disponível no site do IBGE, no link: www.ibge.gov.br/home/estatistica/economia/perfilmunic/2011/default.shtm

Em Brasília, o assunto é a implantação da Parceria Público-Privada (PPP) para o sistema de coleta, tratamento e destinação final de resíduos sólidos.  Isto é, gestão do lixo. A proposta de PPP foi elaborada pela Companhia Paulista de Desenvolvimento, a partir de demanda do Governo do Distrito Federal, e prevê licitação para contrato na modalidade de concessão, com duração de 30 anos, podendo ser renovado por mais cinco. A proposta apresentada pelo GDF prevê a desativação do lixão da Estrutural em dois anos e a implantação de coleta mecanizada, além da construção de dois aterros sanitários no DF (um dos quais em Samambaia). O Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR) considera que a PPP exclui os catadores do processo da gestão do lixo e, por isso, protestaram fechando o lixão da estrutural (aterro a céu aberto da cidade) e comparecendo em peso à audiência pública do dia 12 de novembro no Museu da República. A PPP não é controversa somente entre os catadores, parlamentares e o Ministério Público também não veem com bons olhos que apenas uma única empresa seja “a dona do lixo” por 30 anos dentro do Distrito Federal.

Saiba como pensam os vários atores da PPP nos links abaixo:

Informação oficial sobre a PPP:

http://www.governo.df.gov.br/assessoria-de-comunicacao-social/noticias/item/2152-ppp-é-discutida-com-a-sociedade.html

Sobre a posição dos catadores:

http://www.mncr.org.br/box_2/blog-centro-oeste/paralisacao-dos-catadores-no-df-busca-derrotar-ppp

A posição dos políticos:

http://www.rollemberg.com.br/index_interno.php?mod=4810&so=Rollemberg-quer-que-%C3%B4nibus-transportem-bicicleta-como-bagagem.html

http://camaraempauta.com.br/portal/artigo/ver/id/3812/nome/

CLDF_quer_que_GDF_de_mais_tempo_para_discutir_PPP_do_Lixo

E a do Ministério Público do DF:

www.mpdft.gov.br/portal/index.php/imprensa-menu/noticias/5474-ministerio-publico-avalia-ppp-que-ira-gerir-os-servicos-de-coleta-de-lixo-do-df

Estudantes e professores de Jornalismo lançam livro sobre Rio+20

Manhã de Autógrafo

Equipe de agência de notícias universitária relata experiência de produção jornalística da Conferência da ONU para o Desenvolvimento Sustentável

Os alunos de Jornalismo do Centro Universitário de Brasília (UniCEUB) Ivan Brandão, Isthael Samara e Jamile Rodrigues e os professores da instituição Henrique Moreira, Mônica Prado e Luiz Claudio Ferreira lançaram nessa quinta-feira (4/10) o livro Relato de Experiência: Rio+20 e a Agência de Notícias Universitária no V Congresso de Ensino, Pesquisa e Extensão. Na foto, sessão de autógrafos do livro sobre a Agência (Ao fundo à esquerda Prof Luiz Claudio, estudantes Ivan, Jamile e Sthael ao centro e Prof Mônica Prado na ponta à direita).

Apesar de não conseguirem com a Organização das Nações Unidas (ONU) o credenciamento para entrar no Riocentro, onde acontecia a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) em junho deste ano, por serem de uma agência de notícias universitária, eles não deixaram esse momento passar em branco. A editora de Sustentabilidade, Mônica, e os discentes Ivan e Sthael foram para o Rio de Janeiro e cobriram a Rio+20 de forma alternativa.

Eles fizeram a cobertura do que acontecia ao redor do Riocentro. Além de ir para os eventos paralelos – no Pier Mauá, no Aterro do Flamengo, no Forte de Copacabana e no Jardim Botânico -, a equipe mostrou os problemas ambientais da cidade que sediava a Rio+20 e os protestos que ocorreram no Rio de Janeiro contra a degradação do meio ambiente. “Nós fomos para a lagoa, para o lixão. Esse é o espírito da Agência, é estar onde os grandes meios não estão”, disse o editor chefe, Luiz Claudio Ferreira. E, ainda, em Brasília, a Agência fez um programa no estúdio de rádio, Rio+20 em Pauta, com uma série de entrevistas de março a maio a título de aquecimento para a cobertura do acontecimento.

No Congresso do UniCEUB, os alunos e docentes fizeram um relato de suas experiências na cobertura, contando suas dificuldades e o sucesso da produção jornalística no estado carioca. “Não fomos fazer uma cobertura factual, fomos fazer uma cobertura com um olhar mais humano”, afirma o estudante Ivan. Eles também tiveram a oportunidade de mostrar o atual trabalho da agência de notícias, despertando o interesse dos alunos de comunicação da instituição.

Rio+20 – Rio +20 foi aConferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, que ocorreu no Rio de Janeiro entre os dias 13 e 22 de junho. Uma reunião da ONU com 193 países para discutir como o mundo poderia crescer economicamente preservando o meio ambiente e tirando as pessoas da pobreza. Ela é chamada assim porque marca os 20 anos da Rio92 ou ECO92. Para o evento, foram escolhidos dois temas centrais: a economia verde, com um modelo de produção que degrade menos o meio ambiente, e a governança internacional, que indica estruturas para alcançar esse futuro desejado.

Por Weslian Medeiros, estudante de Jornalismo

A matéria foi publicada pela Agência de Notícias UniCEUB

http://www.agenciadenoticias.uniceub.br/2012/10/relatos-de-uma-experienciacomo-cobrir.html